A partir de indicação aprovada por todos os vereadores em Sessão Ordinária, a Câmara Municipal de Alfredo Chaves recebe, nesta quinta-feira, dia 13 de junho, às 9h, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) para um debate sobre a infestação do mosquito "maruim" (Culicoides furens). Além de parlamentares e dos especialistas, a reunião deverá contar com a presença de representantes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Agricultura e Saúde.
Estão confirmados para a reunião os professores Dr. Lusinério Prezotti (agrônomo e professor de Agroecologia do Ifes campus Santa Teresa) e Dr. Andre Romero da Silva (graduado em Química Tecnológica e pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação - Reitoria - Ifes). Na oportunidade, será realizada uma troca de informações sobre a realidade do município, possíveis causas da proliferação do inseto, incidência da infestação e potenciais soluções para o problema.
Nos últimos anos, o aumento desordenado do mosquito "maruim" vem causando extremo incômodo, sobretudo aos moradores da zona rural de Alfredo Chaves, afetando a qualidade de vida e também o turismo nessas regiões. A reprodução desordenada do inseto tem sido pauta recorrente de reuniões em Conselhos Municipais e em Sessões Plenárias da Câmara.
Saiba mais sobre o maruim: De acordo com estudos realizados no Estado de Santa Catarina, o maruim é um inseto díptero membro da família Ceratopogonidae. De pequenas dimensões (1 a 3 mm) e também é conhecido como mosquito-pólvora, suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie. É um animal hematófago antropofílico que penetra pelos cabelos e por dentro das roupas causando urticária com doloridas picadas. Ele é encontrado no interior, em matas úmidas e brejos. Possui tamanho pequeno e cor que lembra um grão de pólvora. As espécies do litoral são conhecidas por maruim ou mosquitinhos do mangue. Como os outros mosquitos, o maruim se reproduz em lugares alagados, como banhados, onde existe matéria orgânica em decomposição. Pesquisas recentes mostram que um dos nichos para sua reprodução são os cepos das touceiras de bananeira e as fezes de animais. Ultimamente, devido ao desequilíbrio ecológico, ele vem se reproduzindo em larga escala e atingindo cidades do interior.
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Data de Publicação: quinta-feira, 13 de junho de 2019